domingo, 9 de agosto de 2009

Let it Down


Though you sit in another chair,
I can feel you here
Looking like I dont care, but I do, I do
Hiding it all behind anything I see
Should someone be looking at me

While I occupy my mind,
I can feel you here
Love to us is so well timed, and I do, I do
Wasting away these moments so heavenly
Should someone be looking at me

Let it down, let it all down
Let your hair hang all around me
Let it down, let it down
Let your love flow and astound me

While you look so sweetly and divine, I can feel you here
I see your eyes are busy kissing mine, and I do, I do
Wondering what it is theyre expecting to see
Should someone be looking at me

Let it down, let it all down
Let your hair hang all around me
Let it down, let it down
Let your love flow and astound me

Let it down, let it down, ooh

(George Harrison)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cage the songbird


Sober in the morning light
Things look so much different
To how they looked last night
A pale face pressed to an unmade bed
Like flags of many nations flying high above her head
The cellophane still on the flowers
The telegram still in her hand
As whispers circulate all day
Their back-stage baby princess passed away
And you can cage the songbird
But you can't make her sing
And you can trap the free bird
But you'll have to clip her wings
`Cause she'll soar like a hawk when she flies
But she'll dive like an eagle when she dies
Promises of no more lies
Fell flat upon an empty stage
Before the audience arrived
A return in time to the cheaper seats
She never knew what lay beneath
Just a dated handbill they found between the sheets
Let down before the final curtain
A shallow heart that left her cold
She left in rouge upon the mirror
A circled kiss to the faithful fans who'd miss her

(Elton John - Bernie Taupin)
Don't you know 
I'm still standing 
better than I ever did
Looking like
a true survivor,
feeling like a little kid

Wispers from new England


You´re Beautiful

My life is brilliant...


My life is brilliant.

My love is pure.

I saw an angel.

Of that I'm sure.

She smiled at me on the subway.

She was with another man.

But I won't lose no sleep on that,

'Cause I've got a plan.



You're beautiful. You're beautiful.

You're beautiful, it's true.

I saw your face in a crowded place,

And I don't know what to do,

'Cause I'll never be with you.



Yes, she caught my eye,

As we walked on by.

She could see from my face that I was,

Flying high,

And I don't think that I'll see her again,

But we shared a moment that will last till the end.



You're beautiful. You're beautiful.

You're beautiful, it's true.

I saw your face in a crowded place,

And I don't know what to do,

'Cause I'll never be with you.



You're beautiful. You're beautiful.

You're beautiful, it's true.

There must be an angel with a smile on her face,

When she thought up that I should be with you.

But it's time to face the truth,

I will never be with you.


James Blunt

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Hi Hi Hi


Freedom for All


Breathing from a hole in my lung
I had no one
But faces
in front of me

Imitation of Life


Charades, pop skill

Water hyacinth

Named by a poet

Imitation of life



Like a coin in a frozen pond

Like a goldfish in a bowl

I don't want to hear you cry



That sugarcane that tasted good

That's cinnamon, that's Hollywood

Come on, come on

No one can see you try



You want the greatest thing

The greatest thing since bread came sliced

You've got it all

You've got it sized



Like a Friday fashion show

Teenager freezing in the corner

Trying to look like you don't try



That sugarcane that tasted good

That's cinnamon, that's Hollywood

Come on, come on

No one can see you try



No one can see you cry



That's sugarcane that tasted good

That's freezing rain, that's what you could

Come on, come on

No one can see you cry



This sugarcane, this lemonade

This hurricane, I'm not afraid

Come on, come on

No one can see me cry



This lightning storm, this tidal wave

This avalanche, I'm not afraid

Come on, come on

No one can see me cry



That sugarcane that tasted good

That's who you are, that's what you could

Come on, come on

No one can see you cry



That sugar cane that tasted good

That's who you are, that's what you could

Come on, come on

No one can see you cry


(R.E.M.)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Duda Paes, a gente acredita que vem e faz, mas o Gabeira? precisa pegar o trem pra Madureira...

Tomo a liberdade de reproduzir o texto de minha amiga Maria Aparecida Torneros que me foi enviado por email:

O Duda Paes não nasceu no subúrbio, mas por seu trabalho administrativo, aprendeu a ficar mais perto da gente sangue bom, que torce no Maraca, que lota a arquibancada, e volta de trem pra casa.

Só quem tem origem suburbana sabe o que é pegar o trem e sentir como é ser povo na acepção da palavra.

Não basta enaltecer Ipanema, das suas águas paradisíacas ou da sua gente bonita que olha para o subúrbio com ar de lugar muito além do túnel...menina que passa, coisa mais linda, mais cheia de graça..é verdade, mas nos lados da linha suburbana da Central do Brasil ou da Leopoldina, só indo e vivendo, pra saber como o carioca pode se tornar o mais expontaneo churrasqueiro da esquina, de bermudão, sem camisa, muita cerva gelada no domingo que é pra curtir com a vizinhança, sem preconceito de cor, idade ou escolaridade.

Vai chegando e sentando, na beira da calçada ou no caixote improvisado, vai trazendo o seu alô, risada sem parcimônia, um lugar de gente simples e respeitosa, gente que sabe onde tem o nariz e onde mete o bedelho. Não dá pra torcer o nariz pensando se a carne é de gato, ou se tem gente sem dente, isso é coisa da zona sul camuflada, onde se vive de pompa, circunstância, eloquencia e ares de papai sabe tudo.

Na periferia suburbana, quem sabe das coisas é malandro e esconde o jogo. Só a ida e a volta ao trabalho, durante a semana, de trem , ônibus , van ou no transporte alternativo, ou no metrô da Pavuna, quem é realmente carioca sente e sabe o que é curtir um engarrafamento, um enguiço, um atraso e um calor de condução apinhada, enquanto se fala de tudo, desde futebol à política e se faz enredo de samba, pra cada carnaval que se aproxima.

A princesinha do Subúrbio, Madureira, dá o tom do adereço, do começo da prosa, da letra do samba, do termômetro de vendas no seu mercado, tradição de quem compra apetrechos pra festa, pra despacho ou pra fantasia.

Lugar de quem é procurado na hora do voto e esquecido na entre safra eleitoreira, o subúrbio carioca não é lugar de gente boba, isso é que não é mesmo...

Discurso concatenado, a gente entende, bate palmas, mas enredo enrolado, de quem nem sabe bem o que se passa pelas bandas distantes da luz e do glamour da orla marítima carioca, nem vem que não tem. Pega o trem, meu camarada, atravessa o túnel, aterrissa na Penha, na zona da mata que sobrevive com garra, onde falta sempre um pouco de tudo, menos a luta pela sobrevivência e o bom humor nas tardes dominicais.

Vinícius, com "gente humilde", definiu bem o que é o subúrbio carioca. Aí me dá como uma inveja dessa gente, que vai em frente, sem ter com quem contar...

Pois que se conte com alguém mas que seja alguém menos emproado, com menos nariz empinado, que seja gente como a gente, que não nos traga tanta frase feita, mas sim trabalho definido, coisa de quem põe a mão na massa, mete o pé no atoleiro, pisa no cocô na grama ou na calçada, enfrenta enchente, ajuda o "companheiro", extende a mão, enfrenta a madrugada na fila da matrícula da escola, ou vai junto pra porta do pronto socorro, esperar pelo atendimento, ao lado de um familiar ou amigo.

É gente assim que faz a diferença, sem modéstia, que pega na alça do caixão do presidente da escola, que se ajeita no seu pleiteado lugar ao sol, ainda que a luz lhe seja difusa ou os holofotes brilhem para as zonas mais ricas da cidade.

Nada disso importa se um sujeito fala a lingua do povo e o reconhece, ou melhor, se reconhece como gente também humilde, mas é preciso ter voz menos impostada, não se deixar levar pela onda, entender que o Rio é mais periferia que zona Sul, em número e força de trabalho.

Para prefeito do Rio, vou de Duda, homem com cara de trabalho, administrador com eficiência comprovada, e, quanto ao Gabeira, sei que ele é ícone da história, merece legislar, discursar e desfilar na orla, mas, ainda não aprendeu a pegar o trem pra Madureira.

Aparecida Torneros (nascida e criada em Ramos,moradora da Vila Isabel, carioca da zona Norte e suburbana de carteirinha)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ritmo de vida


Nesse meu curto período na Europa, percebi que as coisas não são bem como se pensa, pelo menos no Brasil. Estamos anos-luz atrás deles em algumas coisas mas anos-luz na frente em outras. Levando em consideração que os europeus têm uma história muito maior que a nossa.

Uma das coisas que eu observei e que achei bastante positivo: como é diferente o ritmo de vida dos parisienses. Os motivos não os sei muito bem, talvez o fato de, apesar de ser uma metrópole, Paris ter dimensões bem menores das que nós, brasileiros que moramos no sudeste, estamos acostumados.

Outro fator que seguramente tem influência é os serviços públicos funcionarem. O Metrô de Paris, bem como todo o resto do transporte de massa dessa cidade, funciona. É rápido, bem sinalizado, com horários pré-definidos. Isto diminui muito o tempo que se gasta fazendo o percurso casa/trabalho, trabalho/casa e isso, quem sofre na pele sabe, proporciona uma melhora significante na qualidade de vida.

Também me deixou positivamente impressionado a quantidade de pessoas que têm o costume de ler em lugares públicos. Seja nos vagões, nos jardins e canteiros das praças, nos bancos de rua ou às margens do Rio Sena as pessoas naturalmente sentam ou deitam e perdem horas com seus livros. Seria muito legal ver com mais freqüencia este tipo de coisa acontecendo por aqui em terrinhas tupiniquins.